
CIRURGIA ROBÓTICA
A TÉCNICA RETZIUS SPARING
Uma abordagem diferente.
Resultados funcionais
superiores.
A prostatectomia robótica praticada na maioria dos centros brasileiros reproduz, com braço mecânico, o que se fazia em cirurgia aberta nos anos 1980. Acessa a próstata pelo espaço de Retzius — o caminho anterior — e no processo atravessa os ligamentos puboprostáticos e o complexo venoso dorsal antes de identificar os feixes neurovasculares. A sequência importa porque quanto maior a agressão à anatomia original, maior é o tempo para recuperação.
A Retzius-Sparing, desenvolvida por Aldo Bocciardi no Hospital Niguarda em Milão, acessa a próstata pelo espaço de Douglas — rota posterior, extraperitoneal. Preserva a posição original da bexiga e os ligamentos do assoalho pélvico e identifica os feixes neurovasculares logo no início. O espaço de Retzius permanece intacto. O resultado é continência urinária presente em muitos casos ainda na mesa cirúrgica e taxa de preservação neurovascular superior.
FICHA TÉCNICA
TÉCNICA
Retzius-Sparing
ACESSO
Posterior
CONTINÊNCIA PRECOCE
Até 98% dos casos
RETZIUS PRESERVADO
Sim — anatomia de suporte intacta
FEIXES NEUROVASCULARES
Identificados no início do procedimento
INTERNAÇÃO
24–48 horas
RETORNO (ATIVIDADES LEVES)
2–4 semanas
CONTROLE ONCOLÓGICO
Equivalente à abordagem convencional
ROBÓTICA CONVENCIONAL VS. RETZIUS SPARING
O que muda na prática, para o paciente.
A segurança oncológica é equivalente nas duas abordagens. O que difere são os resultados funcionais — o que o paciente experimenta nas semanas e meses após a cirurgia.
ROBÓTICA CONVENCIONAL
— Acesso anterior (espaço de Retzius atravessado)
— Ligamentos puboprostáticos seccionados no início
— Feixes neurovasculares identificados tardiamente
— Continência completa: mediana de semanas a meses
— Preservação erétil depende mais da fase oncológica
— Padrão consolidado em 2010, amplamente difundido
RETZIUS-SPARING
+ Acesso posterior (espaço de Retzius preservado)
+ Anatomia de suporte do assoalho pélvico intacta
+ Feixes neurovasculares identificados e protegidos desde o início
+ Continência precoce presente em até 98% dos casos
+ Taxa superior de preservação da função erétil
+ Técnica de ponta — poucos centros no Nordeste operam
A ESCOLA MILANESA
Aprendida com quem a criou.
A Retzius-Sparing foi concebida por Aldo Bocciardi no Fondazione IRCCS Ca' Granda — Ospedale Niguarda, em Milão. Não é uma variação de outro centro ou uma adaptação descrita em paper. É uma técnica com origem, escola e método próprios. Aprender com a escola original é a diferença entre replicar uma ideia e entender a anatomia que a fundamenta.
O itinerário técnico inclui, além de Milão, a ORSI Academy na Bélgica — centro de referência onde se formam os cirurgiões robóticos que operam nos maiores centros mundiais — além de Memorial Sloan Kettering em Nova York, USC em Los Angeles e University of Miami. Cada passagem resolveu uma lacuna técnica específica. O resultado é uma prática cirúrgica construída por dentro, não por livro.
ESTRUTURA TÉCNICA
Cinco centros. Uma Técnica construída por dentro.
Fondazione IRCCS Ca' Granda · Milão 2024
ORSI Academy · Bélgica 2024
Memorial Sloan Kettering · Nova York 2019
University of Southern California · Los Angeles 2019
University of Miami · Flórida 2011
PROCEDIMENTOS
Três procedimentos. Um padrão técnico
O mesmo rigor da escola milanesa e da robótica de alta precisão aplicado a três frentes cirúrgicas da urologia.
Prostatectomia Radical Robótica
I.
Técnica Retzius-Sparing
Para câncer de próstata localizado ou localmente avançado. A abordagem Retzius-Sparing preserva a anatomia de suporte do assoalho pélvico, resultando em continência precoce superior e maior taxa de preservação da função erétil — sem comprometer o controle oncológico.
CONTINÊNCIA PRECOCE ATÉ 98%
INTERNAÇÃO 24-48H
AVALIAÇÃO EM 48H
II.
Nefrectomia Parcial Robótica
Preservação da função renal
Cirurgia nephron-sparing
Para tumores renais com indicação de preservação do néfron — especialmente tumores até 7cm, rim único ou bilateral. A robótica permite isquemia mínima, reconstrução precisa do parênquima e menor risco de fístula urinária comparado à cirurgia aberta ou laparoscópica convencional.
ABORDAGEM MINIMAMENTE INVASIVA
INTERNAÇÃO 24-72H
AVALIAÇÃO EM 48H
III.
Transplante Renal
Doador vivo. Corpo clínico CTR - HGF
Integrante do corpo clínico do Hospital Geral de Fortaleza e do Centro de Transplante Renal. Experiência em cirurgia do receptor e do doador vivo. Formação em transplante renal pelo Hospital das Clínicas da USP — referência nacional no procedimento.
MODALIDADE DOADOR VIVO - FALECIDO
FORMAÇÃO HC-FMUSP
ATUAÇÃO CTR - HGF
QUEM DEVE AVALIAR
Quando a cirurgia entra na conversa.
A indicação cirúrgica é sempre individualizada. Mas há situações que pedem avaliação antes que a janela terapêutica se feche.
→ Diagnóstico de câncer de próstata localizado e buscando segunda opinião técnica
→ PSA em elevação progressiva com biópsia indicada ou realizada
→ Tumor renal descoberto em imagem — qualquer tamanho, qualquer estágio
→ Já operou em outro serviço e está insatisfeito com o resultado funcional
→ Familiar de primeiro grau com histórico de câncer de próstata
→ Doença renal crônica com indicação de transplante sendo discutida
SEGUNDA OPINIÃO
Atendemos pacientes de todo o Brasil.
Para casos cirúrgicos eletivos, a avaliação pode começar remotamente — com análise de exames, imagens e laudos enviados digitalmente, antes de qualquer deslocamento.
→ Envio de exames e imagens por WhatsApp ou e-mail
→ Teleconsulta para avaliação inicial e discussão do caso
→ Planejamento cirúrgico e logística pré-operatória remota
→Acompanhamento pós-operatório também pode ser híbrido
NOTA TÉCNICA
A indicação cirúrgica definitiva exige consulta presencial para exame físico e análise completa do caso. A teleconsulta inicial é uma triagem — não substitui a avaliação presencial pré-operatória.
Investimento cirúrgico.
Os valores variam conforme o procedimento, complexidade do caso, necessidade de exames pré-operatórios e estrutura hospitalar. A avaliação cirúrgica inicial define o caminho com precisão.